| Nasce a UEES-RJ |
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| Qua, 25/11/09 11h41 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Cerca de 700 estudantes do ensino básico do Rio de Janeiro aprovaram, no dia 20, a criação da União Estadual dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (UEES-RJ). A primeira presidente da entidade é Gabriela Venâncio(foto), de Araruama, Região dos Lagos. No congresso estiveram estudantes de quase 30 municípios de todas as regiões do estado. Gabriela é integrante da direção estadual da UJS e presidente da União dos Estudantes de Araruama.O congresso também serviu como etapa estadual do 38º congresso da UBES, que acontece de 10 a 13 de dezembro, em Belo Horizonte (MG). Foram eleitos 124 delegados. Duas chapas concorreram. A chapa 1, formada pelo PCR, somou 34 votos e ficou com 18 delegados. A chapa 2, chamada de Movimento Estudantil Unificado para as Mudanças do Brasil e formada pela UJS, JSB, JSPDT, JPPL, DS, CNB, MPT, Refazendo, Reviravolta e Mudança, obteve mais de 130 votos, ficando com 106 delegados, sendo 73 da UJS. No ato de fundação da UEES, os estudantes aprovaram um manifesto que dá início à gestão da entidade recém criada. Eles prometem lutar contra restrições no projeto de cartão magnético individual que está sendo implementado pelo governo do estado. Segundo o projeto, o cartão servirá para passagens no transporte urbano, controle de refeição e presença na sala de aula. Os estudantes reclamam que o cartão limita o passe-livre e é bloqueado caso o aluno falte três dias seguidos, mesmo que por motivo de doença, além do corte na refeição. Os secundaristas também querem o fim da ingerência da Secretaria Estadual de Educação no movimento estudantil. A SEEDUC criou a Coordenadoria-geral dos Grêmios Estudantis do Rio de Janeiro com o objetivo de criar grêmios em todas as escolas estaduais até o fim de 2010, mas o que vem acontecendo, segundo a UEES-RJ é que de forma autoritária as direções e não os estudantes escolhem os representantes estudantis. Segundo Gabriela Venâncio, “a interferência do governo nas questões do movimento são prejudiciais, por isso a UEES-RJ luta por uma gestão escolar democrática, onde haja eleições livres para os grêmios e, também, eleições diretas para direção das escolas”. “A UEES-RJ tem um grande desafio neste próximo período, pois já nasce com a responsabilidade de garantir a autonomia do movimento estudantil além de lutar pelo direito a meia-entrada cultural, passe-livre, democratização do acesso a universidade e os 50% dos recursos do pré-sal para educação”, completou a presidente eleita. Vitória da unidade Para a presidente estadual da UJS, Monique Lemos, a criação da UEES mostra a maturidade dos estudantes secundaristas do Rio de Janeiro. “Conseguimos entender que apesar das diferenças entre as diversas correntes de opinião que participavam do congresso, o mais importante era identificar que nossos inimigos não estavam ali presentes, mas do outro lado, interferindo no movimento, reduzindo o passe-livre, precarizando a educação. Foi uma vitória da UJS e do Movimento Estudantil, uma única chapa, que marca a unidade e a luta que caracterizaram a fundação da UEES-RJ”
Fonte: UJS Carioca
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